Carlos Prates: A Nova Estrela do UFC em Busca do Cinturão
Carlos Prates, um dos lutadores mais reconhecidos do UFC no Brasil, recentemente fez uma aparição marcante no famoso podcast "Podpah", que conta com quase 10 milhões de inscritos em seu canal no YouTube. Durante uma conversa descontraída que se estendeu por cerca de duas horas, Prates compartilhou detalhes não apenas sobre sua carreira nas artes marciais, mas também sobre sua vida pessoal e a trajetória que o levou a se tornar um fenômeno no octógono.
Das Dificuldades à Superação
O caminho de Carlos Prates nas lutas começou em um ambiente familiar desafiador. Filhos de uma professora, a mãe de Prates percebeu desde cedo que seu filho enfrentava dificuldades na escola. “Eu era uma criança difícil, com sérios problemas de aprendizagem” – revelou ele, referindo-se ao diagnóstico de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) que recebeu aos oito anos. O diagnóstico não apenas trouxe um novo entendimento sobre sua personalidade, mas também levou a mãe a buscar maneiras de canalizar a energia dele em algo construtivo. Essa busca culminou em uma descoberta inesperada: a paixão pelas artes marciais.
A revelação veio de uma maneira irresistível. Enquanto assistia a um DVD da lendária luta entre Wanderlei Silva e Yuki Kondo, Prates encontrou sua vocação. A curiosidade despertada nesse momento levou sua mãe a matriculá-lo em uma escola de muay thai. Essa decisão se revelou um divisor de águas, permitindo que o jovem Carlos encontrasse foco e disciplina através dos treinos, onde começou a se destacar rapidamente.
A Viagem Transformadora à Tailândia
Aos 22 anos, Prates ainda lutava para encontrar seu espaço no mundo das artes marciais. Com um histórico de nove lutas de MMA — acumulando quatro derrotas e cinco vitórias — ele percebia que precisava aprimorar significativamente seu jogo em pé. Foi então que uma oportunidade intrigante apareceu em seu feed do Facebook: um acampamento de treinamento de seis meses na Tailândia, por apenas US$ 3 mil. Com o apoio financeiro de sua mãe, decididamente, ele embarcou em direção ao país conhecido como o berço do muay thai.
O que se esperava ser uma experiência de seis meses se transformou em uma estadia de seis anos, marcado por uma imersão intensa no esporte. “No primeiro mês, fiz seis lutas”, disse Prates, contando como a luta frequente se tornou essencial não apenas para sua evolução como atleta, mas também para sua sobrevivência na Tailândia. Ele estima ter competido em aproximadamente 140 lutas entre muay thai e MMA ao longo de sua carreira.
Desafios e Lições Aprendidas
A experiência de competir frequentemente em alto nível não foi isenta de desafios. O lutador relatou que era difícil entrar em um combate sem lesões, uma realidade comum entre atletas de alto desempenho. Durante a luta contra Jack Della Maddalena, por exemplo, ele sofreu uma ruptura parcial do ligamento do ombro direito, impossibilitando-o de levantar o braço acima da cabeça. Ele também admitiu que durante o intervalo de repouso entre os camps, ele teve um momento de excessos: “Exagerei um pouco nas festas. Essa foi a primeira vez que fiquei tanto tempo fora da academia desde que entrei no UFC”, comentou o lutador ao refletir sobre suas escolhas.
Aspirando ao Cinturão dos Meio-Médios
Atualmente, Prates manteve a confiança em sua trajetória e manifestou sua convicção de que será o próximo a disputar o título contra o vencedor do confronto entre Ian Garry e Islã Makhachev. Com 32 anos e um foco renovado, ele não tem intenção de estabelecer recordes de longevidade na categoria. “Quero lutar até os 35 anos”, disse, demonstrando um desejo intenso de conquistar o cinturão dos meio-médios antes de considerar qualquer outro passo.
Além disso, Prates tem em mente o que ele chama de “superlutas”, denominando lutas de alto perfil que poderiam aumentar ainda mais sua notoriedade no mundo do MMA. Uma das confrontações que mais o intriga é contra Ilia Topuria, o atual campeão dos leves do UFC. “Seria uma grande luta”, ponderou Prates, que acredita que sua estatura e alcance poderiam adicionar um elemento desafiador ao confronto.
A Vida Pessoal por Trás da Luta
Além do sucesso no octógono, Carlos Prates tem uma vida que vai além das competições. Ele é um homem que valoriza o equilíbrio em sua vida, reconhecendo que o apoio de sua família foi crucial em sua jornada. “Meus amigos e familiares sempre estiveram ao meu lado”, destacou Prates, enfatizando a importância das relações pessoais em seu desenvolvimento como atleta e indivíduo.
O lutador também compartilha sua paixão por atividades além do MMA. Ele é conhecido por seu gosto por música e arte, frequentemente buscando maneiras de usar suas experiências em lutas como uma forma de expressão. A conexão entre arte e luta é um tema recorrente em suas reflexões, e ele frequentemente faz ligações profundas entre a performance no octógono e formas de expressão artística.
Reflexões Finais
A história de Carlos Prates é um exemplo inspirador de dedicação e superação. Desde os desafios enfrentados na infância até se tornar uma estrela em ascensão no UFC, seu percurso reflete não apenas a força física, mas também uma mentalidade resiliente. Ao compartilhar suas experiências em plataformas como o "Podpah", Prates não só entretém, mas também educa e inspira jovens lutadores e admiradores de MMA.
Seu futuro parece promissor, com grandes aspirações e uma determinação inabalável para conquistar o cinturão dos meio-médios. À medida que ele avança em sua carreira, outros atletas e fãs continuarão a acompanhar sua jornada com entusiasmo, esperançosos por sua vitória e os desafios que ainda estão por vir. Carlos Prates é, sem dúvida, um nome a ser lembrado no mundo do MMA, e sua luta por excelência continua a ressoar, tanto nos ringues quanto nas conversas do dia a dia.

