As Duas Pegadas Kimura que Contribuem com 90% das Finalizações no Jiu-Jitsu

As Duas Pegadas Kimura que Contribuem com 90% das Finalizações no Jiu-Jitsu

O Kimura no Jiu-Jitsu: Um Estudo Aprofundado sobre as Empunhaduras Fundamentais e suas Aplicações

O Kimura se destaca como uma das técnicas mais discutidas e utilizadas no Jiu-Jitsu, um dos esportes de combate mais populares do mundo. Essa manobra, que pode levar a uma finalização, é caracterizada por sua complexidade e versatilidade, sendo frequentemente utilizada tanto para controlar o adversário quanto para aplicar uma submissão efetiva. Um aspecto relevante dessa técnica é a versão utilizada nas empunhaduras, que podem variar em estilo e aplicação. Neste artigo, vamos explorar as duas empunhaduras de Kimura que são predominantes nas competições e treinos, além de fornecer um guia prático para sua utilização.

O Que é o Kimura?

Para quem não está familiarizado, o Kimura é uma técnica de finalização que envolve uma articulação do ombro e do braço do oponente, podendo resultar em um imobilização dolorosa se não for defendida adequadamente. O nome "Kimura" é uma homenagem ao lutador japonês Masahiko Kimura, que popularizou a técnica durante suas lutas nas décadas de 1950 e 1960. Este movimento não é apenas uma manobra de finalização, mas também uma ferramenta estratégica que permite ao praticante obter controle sobre a posição do adversário.

Empunhaduras do Kimura: Um Estudo Detalhado

Ao praticar Jiu-Jitsu, é crucial entender que existem diferentes maneiras de colocar em prática a pegada do Kimura, mas, em níveis mais avançados, duas empunhaduras se destacam como as mais eficazes. Essas empunhaduras não só influenciam o sucesso da finalização, mas também a capacidade de controle durante o combate.

1. A Empunhadura Distante ou Padrão

A primeira empunhadura que merece destaque é a empunhadura distante, também conhecida como empunhadura de enquadramento. Este estilo é o mais amplamente ensinado nas academias de Jiu-Jitsu ao redor do mundo.

Na empunhadura distante, o praticante utiliza o braço inferior, aquele que controla o pulso do adversário, para criar uma “moldura” entre o braço do oponente e seu próprio corpo. Esta posição é extremamente útil, pois impede que o oponente se aproxime, dificultando sua capacidade de restabelecer uma pegada defensiva.

A chave para o sucesso desta empunhadura reside na sua execução. Ao finalizá-la, o lutador promove uma rotação significativa, na qual o cotovelo do oponente permanece em uma posição central — imagine-se olhando para um relógio, em que a mão do oponente se move em sentido horário ou anti-horário ao redor da borda do mostrador.

Este estilo é especialmente eficaz em situações em que o oponente veste um kimono, pois limita suas opções de defesa. O uso dessa empunhadura, aliado à técnica de finalização, pode ser um divisor de águas durante uma competição.

2. O Aperto Perto ou Aperto do Garçom

A segunda empunhadura que merece atenção é o aperto próximo, também conhecido como aperto do garçom. Embora essa técnica seja menos conhecida, é inegavelmente poderosa e eficaz em diversas situações de luta.

Nesse estilo, o praticante aproxima o antebraço do braço que controla o pulso do oponente ao lado do corpo. Com isso, o cotovelo geralmente fica posicionado próximo ao quadril. Este alinhamento não apenas melhora a mecânica da finalização, mas também minimiza o entendimento do oponente sobre a manobra que está sendo aplicada.

A finalização a partir desse ponto utiliza um movimento de empurrar, semelhante ao esforço de um garçom que ergue uma bandeja pesada. Este estilo de pegada é particularmente eficaz em situações de luta sem kimono, onde a precariedade da defesa do oponente se torna ainda mais evidente.

A origem da popularidade dessa empunhadura não é completamente clara, mas muitos creditam a sua eficácia a influências do catch wrestling, sendo aprendido, por exemplo, por praticantes que tiveram contato com lendas do esporte, como Billy Robinson.

A Evolução e a Popularidade

Nos últimos anos, a empunhadura do garçom ganhou uma nova camada de popularidade, especialmente nas competições de Jiu-Jitsu sem kimono. Isso se deve ao fato de que, em cenários onde o kimono não está presente, o oponente não pode se agarrar a um tecido para se defender da finalização. Dessa forma, a eficácia do aperto próximo aumenta consideravelmente, tornando-se uma escolha estratégica para os lutadores que buscam um diferencial em suas performances.

Utilidades do Kimura Além da Finalização

Embora muitos lutadores possam associar o Kimura apenas à finalização, essa técnica é também uma das primeiras posições de controle no Jiu-Jitsu. Mesmo que um lutador nunca consiga finalizar um Kimura em combate, a sua utilização pode ser extremamente valiosa para reposicionar-se em uma luta ou recrutar outras manobras, como a tomada das costas do oponente ou impedir a passagem de guarda.

Checklist de Posições do Kimura

A eficácia do Kimura como ferramenta posicional exige que os praticantes conheçam as posições em que a técnica pode ser aplicada. Neste sentido, é fundamental ter um entendimento claro das posições básicas que oferecem as melhores oportunidades para aplicar essa poderosa manobra.

Ao longo de anos de prática e pesquisa, foi elaborado um guia prático que detalha as doze principais posições em que o Kimura pode ser utilizado. Esse recurso é indispensável para aqueles que buscam aperfeiçoar suas habilidades e maximizar as chances de sucesso durante o treinamento e competições.

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Roteiro de Kimura: O Caminho para a Maestria

Além de conhecer as empunhaduras, o praticante deve se aprofundar no entendimento posicional do Kimura. Para isso, o Roteiro de Kimura se apresenta como uma abordagem abrangente para dominar essa técnica, capacitando os lutadores a se tornarem mais versáteis em suas performances e a recrutarem mais parceiros de treino e adversários em competições.

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Conclusão

O Kimura representa muito mais do que uma simples técnica de finalização no Jiu-Jitsu. As duas empunhaduras discutidas – a empunhadura distante e o aperto do garçom – ilustram a complexidade e a riqueza dessa manobra. Ao dominar essas técnicas e entender suas aplicações, os praticantes podem não apenas finalizar oponentes, mas também desenvolver estratégias que os tornem lutadores mais completos. A prática contínua e a adaptação das técnicas em diferentes contextos são fundamentais para a evolução de qualquer lutador no mundo das artes marciais. O conhecimento profundo da técnica, aliado à experiência em competições e treinos, é o que separa os lutadores bons dos excepcionais.

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