Daniel Cormier Aprecia o Potencial de Dominância da Geração Atual do UFC e Aponta Carência de Wrestlers na Divisão Meio-Pesada
Ex-Campeão da UFC Reflete Sobre sua Carreira e Oportunidades Perdidas
Em uma recente entrevista que vem gerando discussões na comunidade de MMA, o ex-lutador Daniel Cormier, conhecido por suas conquistas nas divisões de peso meio-pesado e pesado da UFC, abriu o coração sobre a trajetória que construiu até sua aposentadoria em 2020. Com um histórico impressionante de cinco vitórias em disputas de cinturão, Cormier acredita que seu legado poderia ter sido ainda mais destacado se sua carreira tivesse coincidido com a atual geração de lutadores.
A Visão do Lobo da Gerações
A reflexão de Cormier foi compartilhada durante um vídeo publicado pelo influenciador e comentarista de MMA Alien Films. No material, Cormier discorre sobre as diferenças entre as épocas, focando especialmente na evolução dos atletas na divisão de meio-pesados, que inclui o atual campeão, Alex Poatan. Ao comentar sobre a escassez de wrestlers na elite atual, Cormier enfatizou: “Se eu estivesse no auge da minha carreira nos meio-pesados agora, não haveria nenhum wrestler. Eu estaria massacrando todo mundo. Não há wrestlers nos meio-pesados. Eu provavelmente lutaria com o Pereira porque ele é a maior estrela e você quer ganhar o máximo de dinheiro possível como campeão.”
A análise de Cormier não é meramente uma ode ao seu próprio estilo de luta, mas sim uma observação provocativa sobre como a falta de competidores com formação em wrestling pode mudar o cenário competitivo. De acordo com o ex-atleta, essa ausência abre oportunidades significativas para alguém com suas habilidades.
Conflito de Estilos: Uma Nova Era no Octógono
Cormier destaca que, durante seu auge, a lista dos principais lutadores da divisão incluía nomes como Jon Jones, Rashad Evans, Ryan Bader e Phil Davis, todos com sólida formação em wrestling. Essa predominância de lutadores com habilidades de grappling elevou o nível competitivo, acrescentando complexidade às lutas e estratégias dentro do octógono.
Na comparação que Cormier faz entre as gerações, pode-se observar uma mudança palpável nas habilidades e estilos dos lutadores que atualmente dominam a categoria. O atual campeão, Alex Poatan, é uma representação dessa evolução. Reconhecido por seus poderosos socos e habilidades de kickboxing, ele não apenas tem se destacado com suas performances, como também se tornou o foco das atenções na divisão, atraindo tanto espectadores quanto patrocinadores.
O Top 5 da Divisão Meio-Pesada: Um Estudo de Trocação
Ao analisar o ranking atual da divisão meio-pesada da UFC, é evidente que a predominância por lutadores com habilidades em trocação é uma característica marcante. Após Poatan, o top 5 é formado por atletas como Jiri Prochazka, Carlos Ulberg, Khalil Rountree e Jan Blachowicz, todos conhecidos por sua capacidade em pé. A única exceção nesse grupo é Magomed Ankalaev, que apesar de ser um wrestler capacitado e campeão mundial de Combat Sambo, também obteve grande parte de suas vitórias através de lutas em pé.
Cormier parece prever que essa carência de wrestlers pode trazer uma revolução na divisão. Com base no que ele observa, a falta de habilidades de wrestling entre seus concorrentes atuais poderia, hipoteticamente, permitir que ele dominasse os combates, controlando o ritmo e a dinâmica das lutas, uma vez que tal estilo favorável lhe permitiria impor sua força e estratégia contra lutadores não-táticos.
O Que Esperar do Futuro
Diante desse panorama, a expectativa em torno de uma possível luta entre Cormier e Poatan não é apenas intrigante, mas representa uma união de estilos contrastantes. Enquanto Cormier emprega uma abordagem baseada em wrestling para dominar os adversários, Poatan traz ao octógono uma configuração de trocação agressiva, capaz de finalizar uma luta com um único golpe.
Cormier também apontou que, caso fosse o campeão, já haveria a intenção de desafiar Poatan, não apenas pela questão legítima da disputa de cinturão, mas pela oportunidade de atingir uma das maiores estrelas do esporte. Ao afirmar que lutar com Poatan seria a melhor maneira de maximizar a receita gerada por um evento, Cormier também ilustra o aspecto comercial e atlético de ser um campeão no MMA.
Conclusão: O Legado de Cormier e o Futuro do UFC
A análise realizada por Cormier acirra o debate sobre como diferentes estilos e habilidades se confrontam dentro da MMA, refletindo o dinamismo e a evolução constante do esporte. À medida que novas gerações de lutadores entram no octógono, a diversidade de estratégias e formas de luta promete continuar moldando o cenário, evidenciando a importância do wrestling, enquanto os trocadores se apropriam do protagonismo.
O legado de Cormier no UFC é inegável, e sua visão sobre a carência de lutadores com um histórico sólido em wrestling pode servir como um alerta para os futuros atletas dessa divisão. A busca por um equilíbrio entre diferentes estilos de luta pode, potencialmente, revolucionar a maneira como o MMA é vivenciado, ressignificando a dominação do grappling e a importância da versatilidade e adaptabilidade no octógono. A história do MMA continua a ser escrita, e as próximas páginas prometem lutas emocionantes, novas rivalidades e, quem sabe, um reencontro entre Cormier e Poatan que poderá desbravar novas narrativas no universo das artes marciais mistas.


