Jiu-Jitsu Brasileiro: A Nova Abordagem de Lachlan Giles para Competição
Nos últimos anos, o Jiu-Jitsu Brasileiro (JJB) tem evoluído de maneira emblemática, indo além de técnicas e estratégias tradicionais, especialmente em relação aos fundamentos do esporte. Para muitos lutadores, a educação nesse ambiente é frequentemente baseada na ideia de que a defesa é tudo. No entanto, uma figura emergente está desafiando essa noção, propondo uma abordagem que prioriza uma mentalidade mais proativa.
A Filosofia Clássica e Suas Limitações
Historicamente, os praticantes de Jiu-Jitsu gastam inúmeras horas aprendendo como escapar de situações desvantajosas, como a montaria, o controle das costas e o controle lateral. Isso alimenta a crença de que a sobrevivência em um combate deve ser o foco principal do treinamento. As academias, em geral, priorizam a defesa em detrimento do ataque, resultando em uma mentalidade que pode prejudicar o desempenho dos lutadores nas competições.
Recentemente, Lachlan Giles, um renomado especialista em Jiu-Jitsu, questionou essa abordagem clássica durante uma sua participação no podcast "Modelos Mentais de Jiu-Jitsu". Ele propôs que muitos dessa tradicional defesa excessiva acabam limitando as capacidades de competição dos atletas, especialmente em cenários onde o tempo e os pontos estão em jogo.
A Nova Perspectiva de Lachlan Giles
Giles argumenta que, ao invés de direcionar o treinamento na melhoria das escapadas de posições desfavoráveis, os lutadores deveriam concentrar seus esforços em evitar que essas situações se concretizem. Em suas próprias palavras, "o tempo gasto evitando que isso aconteça é provavelmente um uso melhor do seu tempo, em vez de gastar muito tempo realmente ficando bom em sair dessas posições." Essa mudança de foco poderia redefinir a maneira como os atletas se preparam para as competições, enfatizando uma mentalidade preventiva ao invés de uma defensiva.
Para exemplificar essa teoria, Giles cita o exemplo de Rafa Mendes, um dos lutadores mais respeitados e reconhecidos no cenário do Jiu-Jitsu competitivo. Mendes se destacou ao praticamente nunca ser visto em situações desfavoráveis, como estar sob controle lateral ou com o oponente em suas costas. A pergunta que Giles levanta é: "Seria benéfico ou prejudicial para Rafa se ele tivesse passado 80% do seu tempo fugindo de posições ruins? Em vez disso, seria mais proveitoso começar focando em como manter a posição de guarda e evitar ser passado."
O Impacto da Pontuação na Competição
A dinâmica das competições de Jiu-Jitsu pode mudar drasticamente assim que os pontos entram em jogo. Quando um lutador é marcado, o cenário se complica, e Giles destaca que a defesa se torna menos eficaz uma vez que o oponente já possui uma vantagem pontual. "Defesa antes de você ter sido marcado em uma competição… você ainda está na partida", diz ele, evidenciando a importância de uma abordagem proativa.
A mentalidade transformativa de Giles reflete-se em sua ênfase nas habilidades preventivas, como a retenção de guarda e a negação de ganchos. Ele afirma que "as coisas que você pode fazer antes de receber pontuação são muito melhores. Defender ganchos pelas costas é uma habilidade mais valiosa do que ser realmente bom em escapar", ou seja, a prioridade deve ser evitar ser colocado em uma posição vulnerável desde o princípio.
O Ensinamento Baseado em Resultados
Essa mudança estratégica não é apenas uma questão de teoria; time dedicated to developing preventive tactics has the potential to result in tangible improvements in performance. Ao focar em evitar os erros que levam os competidores a situações indesejadas, os atletas não apenas preservam sua pontuação, mas também criam oportunidades para impor seu jogo e controlar o ritmo da luta.
Giles sublinha que essa abordagem não é uma rebelião contra a defesa, mas uma maneira de maximizar o tempo em que o lutador está livre para ofensivas. Ele propõe um treinamento que capacita os lutadores não apenas a responder passivamente às situações, mas a ditar o fluxo do combate desde o início.
O Futuro do Treinamento no Jiu-Jitsu
A visão de Lachlan Giles tem o potencial de influenciar a formação de novas gerações de lutadores. À medida que mais competidores e treinadores adotam essa mentalidade proativa, poderemos assistir a uma evolução no estilo de treino que prioriza a defesa preventiva ao invés da reação tardia. Este modelo promete não apenas tornar os atletas mais eficazes em suas performances, mas também enriquecer a qualidade das lutas.
Ademais, essa nova abordagem se enquadra em um padrão mais amplo dentro do mundo das artes marciais, onde a análise de estratégias e as inovações em treinamento são incessantes. O Jiu-Jitsu, sendo uma arte marcial em constante evolução, se beneficia da livre troca de ideias e experiências entre seus praticantes. Comunicando-se como Giles fez no podcast e ao transcender barreiras tradicionais de ensino, ele contribui para a construção de uma comunidade mais adaptável e preparada para os desafios que surgem nas competições.
Um Olhar Mais Profundo nas Ações Preventivas
A importância desse foco em habilidades preventivas vai além das vitórias em competições. Ele também oferece insights sobre como construir um jogo mais equilibrado, onde os lutadores podem não apenas se defender com eficiência, mas também se colocar em uma posição de ataque. Ao integrar táticas preventivas na prática diária, os competidores se tornam lutadores mais completos.
Isso significa que tanto iniciantes quanto veteranos podem se beneficiar de uma revisão crítica de seus planos de treinamento. Ao invés de investir horas aprendendo a sair de posições de controle, como a montaria, por exemplo, eles podem passar esse tempo aperfeiçoando a retenção de guarda e negando ganchos de forma mais eficaz.
Conclusão: O Caminho a Seguir
A filosofia de Lachlan Giles, ao desafiar as noções convencionais de treinamento no Jiu-Jitsu, nos convida a reconsiderar nossa abordagem em relação à defesa e à ofensiva. Ao priorizar a prevenção e a controle de situações, anedoticamente observamos que os lutadores se tornam não apenas mais resilientes, mas também mais habilidosos em ditar o ritmo das competições.
As implicações dessa mudança podem ter um impacto duradouro não apenas nos atletas, mas também na evolução da própria arte do Jiu-Jitsu Brasileiro. À medida que a mentalidade proativa ganha espaço, o futuro promete ser promissor para aqueles que buscam sucesso nas competições, mostrando que, muitas vezes, o caminho mais lento é, na verdade, o mais eficaz para a vitória.
Essa reescritura busca não apenas manter a essência do texto original, mas também expandir seu conteúdo, oferecendo maior profundidade e contexto às ideias discutidas.


