Ronda Rousey Retorna ao MMA: O Que Esperar do Combate contra Gina Carano?
O mundo dos esportes de combate foi abalado na última terça-feira, dia 17, com a notícia que muitos consideravam improvável: o retorno de Ronda Rousey ao MMA. A ex-campeã do UFC, que conquistou fama mundial em sua categoria dos galos (até 61,2 kg), enfrentará Gina Carano em um confronto marcado para o dia 16 de maio, e a luta será transmitida exclusivamente pela Netflix. O anúncio gerou uma onda de entusiasmo entre os fãs e a mídia esportiva, mas também deu margem a críticas e ceticismo, especialmente em relação à idade e ao tempo de inatividade das lutadoras. Sean Strickland, ex-campeão da categoria dos médios (até 83,9 kg), não demorou a expressar seu desdém pela luta, destacando um ponto de vista controverso que deixou muitos em busca de um novo ângulo sobre esse evento.
O Contexto do Retorno
Ronda Rousey, aos 39 anos, não compete em uma luta de MMA desde 2016, quando perdeu de forma devastadora para Amanda Nunes em apenas 48 segundos, uma derrota que marcou a transição de Rousey para a WWE (World Wrestling Entertainment), onde ela se tornou uma estrela. Seu retorno ao octógono, após quase uma década de inatividade competitiva, abre discussões sobre o estado do MMA feminino e a relevância de lutas entre antigas estrelas.
Por outro lado, Gina Carano, agora com 43 anos, também não luta MMA desde 2009, tendo sido nocauteada por Cris Cyborg no extinto Strikeforce, e foi uma das pioneiras do esporte. Seu reconhecimento como uma das primeiras grandes estrelas femininas do MMA aumentou sua popularidade na cultura pop, mas sua última performance competitiva a deixou no centro de uma análise crítica sobre o passado e futuro do MMA feminino.
A Reação de Sean Strickland
Durante uma entrevista ao Newsweek na quarta-feira, dia 18, Sean Strickland foi bem direto em sua opinião. Ele considerou que Rousey tem um amplo favoritismo sobre Carano, baseado em suas credenciais como atleta olímpica e múltiplas campeã mundial. Contudo, o ex-campeão enfatizou que o duelo não deveria ser do interesse dos fãs, destacando a faixa etária das lutadoras e o tempo que ambas estiveram fora da competição.
“Ronda Rousey vai massacrá-la. Ronda foi uma atleta olímpica e várias vezes campeã mundial. Gina Carano era boa numa época em que o MMA feminino era péssimo. Ainda não é muito bom, mas quando Gina Carano lutava, era significativamente pior”, afirmou Strickland, revelando um certo desprezo pela luta e ressaltando que estavam apenas assistindo "duas mulheres de meia-idade, passando pela menopausa, lutando uma contra a outra."
Essa declaração gerou críticas e defesas tanto nas redes sociais quanto entre os seguidores do esporte, com muitos defendendo a importância de respeitar as trajetórias e conquistas dessas lutadoras, independentemente da idade ou do tempo longe do octógono.
O Impacto no MMA Feminino
O retorno de Ronda Rousey é emblemático para o MMA feminino. Quando Rousey e Carano estavam ativas, o cenário competitivo era bastante diferente. Rousey, em particular, elevou o nível do MMA feminino a níveis que muitos não achavam possíveis, ao trazer uma notoriedade global à categoria e inspirar uma nova geração de lutadoras.
Com Rousey, o MMA feminino passou a atrair atenção de grandes patrocinadores e da mídia em um nível que já não se via. Ela foi não apenas uma competidora, mas uma ícone cultural que quebrou barreiras em um esporte dominado por homens. O impacto de sua volta, portanto, não é apenas sobre o que acontecerá no combate em si, mas sobre o que representa para a evolução e o reconhecimento das mulheres no esporte.
A luta entre Rousey e Carano representa uma espécie de uma batalha de gerações, onde as duas lutadoras, apesar de estarem longe do auge de suas carreiras, ainda carregam legados que influenciam o início de uma nova era no MMA. O impacto que essa luta poderá ter no interesse do público pelo MMA feminino é uma questão proposta por analistas da indústria.
O Que Esperar para a Luta?
Os fãs do MMA certamente estarão atentos ao que ocorrerá na luta no dia 16 de maio. Embora a maioria das opiniões sugira que Rousey deve ter a vantagem, tanto em experiência quanto em técnica, o combate levantará importantes questões. Será que podendo superá-las, o MMA feminino irá se reerguer em várias frentes, como já aconteceram no passado? Ou prevalecerá a visão negativa de Strickland, onde os altos e baixos do esporte feminino impossibilitam a busca por novos altos?
Diversos fatores serão cruciais para o desfecho deste evento. O tempo que cada lutadora passou longe do octógono, o que aprenderam durante seu intervalo e como ainda podem se adaptar às novas dinâmicas do esporte moderno. O MMA evoluiu e se tornou mais técnico, com um foco elevado no desempenho físico e mental, o que pode ser um desafio para lutadoras que estiveram fora da competição por tanto tempo.
Conclusão
O retorno de Ronda Rousey ao MMA, em uma luta contra Gina Carano, traz à tona discussões sobre a longevidade e a evolução das atletas no esporte. Enquanto algumas figuras da indústria, como Sean Strickland, podem não ver valor nessa luta, a perspectiva dos fãs e do público em geral pode ser completamente diferente. O que certamente promete ser um momento de grande repercussão não apenas no MMA, mas também na cultura esportiva geral.
A luta, marcada para 16 de maio, será uma verdadeira vitrine do que o MMA feminino representa e, mais importante, uma oportunidade para duas das suas principais estrelas mostrarem que ainda têm forças para brilhar, mesmo décadas depois de suas primeiras lutas. Enquanto a tensão e a expectativa aumentam, a comunidade do MMA observa atentamente como essa narrativa se desenrola.


