Daniel Cormier causa surpresa ao afirmar que rejeita técnicas de jiu-jítsu: ‘Não quero aprender’

Daniel Cormier causa surpresa ao afirmar que rejeita técnicas de jiu-jítsu: ‘Não quero aprender’

Daniel Cormier e a Inusitada Relação com as Finalizações no MMA: Uma Perspectiva de Medo e Respeito

Daniel Cormier, um dos maiores nomes na história das artes marciais mistas (MMA), é amplamente reconhecido por sua trajetória notável no octógono. Campeão em duas categorias de peso diferentes – meio-pesados e pesados – Cormier não é apenas um lutador excepcional, mas também um ex-wrestler olímpico, que se destacou pela sua força física e habilidades de luta agarrada implacáveis. Entretanto, em uma recente entrevista ao programa "NFL on ABC", Cormier trouxe à tona uma revelação surpreendente sobre sua abordagem em relação a algumas técnicas de finalização que muitos consideram essenciais no MMA.

A Revelação Inusitada

Durante a entrevista, Cormier compartilhou que evitou aprender golpes de luxação devido ao medo de causar lesões sérias em seus oponentes e parceiros de treino. "Quando aprendi esses golpes e o treinador me disse: ‘Se ele não bater, você tem que quebrar o osso’, eu respondi: ‘Então não me ensine esses golpes. Eu nem quero saber’", revelou o ex-atleta, demonstrando um lado mais humano e sensível que muitos podem não associar a um competidor de alto nível.

A hesitação de Cormier em utilizar técnicas como a kimura e a chave de braço é um reflexo de sua empatia e respeito pelo bem-estar dos seus adversários. "Nunca usei uma kimura, nunca usei uma chave de braço, porque nunca quis fazer isso. Mesmo agora, na mesa de comentaristas, quando vejo uma finalização muito apertada, eu abaixo a cabeça e digo para o Rogan e o Anik: ‘Eu vou, vocês me avisam se acontecer’", confessou Cormier, evidenciando como sua preocupação em não causar danos físicos é uma prioridade em sua vida, mesmo já estando aposentado do esporte.

Um Olhar mais Profundo sobre o Jiu-Jitsu e seu Impacto no MMA

O jiu-jitsu brasileiro, com suas técnicas de finalização sofisticadas, é uma das bases do MMA moderno. Muitas vezes, as vitórias nas lutas são decididas por quem consegue se impor no chão e aplicar uma chave ou um estrangulamento. No entanto, a abordagem de Cormier mostra que nem todos os lutadores se sentem confortáveis em utilizar essas técnicas, especialmente quando envolvem a possibilidade de causar dor intensa ou ferir permanentemente um rival.

Cormier não é o único a expressar uma relutância em utilizar golpes de luxação. Muitos atletas do MMA abordam a luta com uma mentalidade estruturada na competição justa e no respeito. A adoção de uma postura ética em relação ao bem-estar dos oponentes é um tema relevante, especialmente em um esporte que é muitas vezes estigmatizado por sua brutalidade.

Além disso, Cormier é uma figura única no esporte por seu histórico. Apesar de evitar finalizações letais, ele alcançou vitórias impressionantes em sua carreira, muitas delas conquistadas por meio de estrangulamentos, como o mata-leão que lhe garantiu o título dos meio-pesados contra Anthony Johnson, e outra defesa bem-sucedida contra Derrick Lewis, utilizando a mesma técnica.

Estratégia e Filosofia de Luta

Cormier discutir essa luta interna entre a competitividade e a ética traz uma nova perspectiva ao debate sobre como os lutadores devem abordar suas técnicas. Seu medo de lesionar seus opositores reflete um lado importante da mentalidade de um atleta, onde a empatia não deve ser subestimada.

Ele é um exemplo de que um lutador pode ser extremamente habilidoso e ainda manter uma ética de respeito pelas artes marciais. Isso é particularmente importante para novos atletas que estão entrando na indústria e que talvez não tenham um entendimento completo do que significa ser um lutador profissional.

Outras Contribuições de Cormier no MMA

Além de suas performances no octógono, Cormier ganhou destaque como comentarista e analista. Sua capacidade de entender e comunicar estratégias de luta e técnicas é uma extensão de sua experiência como lutador. Em sua nova função, ele é capaz de compartilhar seus conhecimentos com uma nova geração de fãs e aspirantes a lutadores.

A sensibilidade que Cormier demonstra também é importante em sua função de comentarista, onde grande parte da audiência muitas vezes se assusta com o que é exibido em tempo real em lutas – especialmente em situações de finalizações apertadas.

As Vitórias Mais Memoráveis

Apesar de sua ressalva em relação a algumas técnicas de finalização, Cormier tem no currículo vitórias notáveis por finalização ao longo da sua carreira. Ele conquistou o respeito de seus pares ao nunca ter sido finalizado, mesmo enfrentando especialistas no solo como Frank Mir e Jon Jones. Essa característica é um testemunho de sua habilidade como lutador e da sua capacidade de se defender contra uma ampla gama de estilos de luta.

Sua trajetória incluiu lutas memoráveis que o estabeleceram como uma lenda no MMA. Sua passagem pelo UFC foi marcada por performances que não só divertiram o público, mas que também elevaram o nível do esporte. Em uma era em que os lutadores estão cada vez mais focados em finalizações dramáticas e nocaute, a abordagem de Cormier é refrescante e contrasta de forma interessante com a narrativa predominante no esporte.

O Legado de Cormier

Hoje, Cormier não é apenas lembrado por suas habilidades no octógono; ele é visto como um modelo de conduta para atletas mais jovens que aspiram a entrar no mundo do MMA. Seu olhar crítico sobre como as lutas são disputadas, e sua ênfase em preservar a integridade física dos oponentes, contribuem para uma cultura de respeito e ética no esporte.

Além disso, a carreira de Cormier serve como um lembrete de que vencer não é tudo; a maneira como se vence e as relações que se estabelecem durante o processo falam muito sobre o caráter de um lutador. Isso é fundamental para a evolução das artes marciais e para a construção de um ambiente mais seguro e respeitoso.

Conclusão

Em um mundo onde o MMA é frequentemente associado à violência e à agressão, a história de Daniel Cormier nos oferece uma nova perspectiva sobre o que significa ser um lutador. Sua relutância em usar técnicas de finalização que poderiam causar ferimentos sérios é um testemunho de sua humanidade e ética, fazendo dele um exemplo valioso em um esporte em constante evolução. À medida que o MMA continua a crescer em popularidade, histórias como a de Cormier nos lembram da importância de manter a integridade e o respeito, tanto dentro quanto fora do octógono.

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