Joaquín Buckley Expressa Frustração com a Inatividade dos Meio-Médios do UFC e Lança Desafios a Rivalidades
O cenário da divisão dos meio-médios (até 77,1 kg) do Ultimate Fighting Championship (UFC) tem sido um tema de muitas discussões, especialmente para os atletas que anseiam por competição e oportunidades. Um dos que mais se destacou nesse contexto é o lutador norte-americano Joaquín Buckley. Após uma pausa em sua carreira e insatisfeito com a falta de movimentação da divisão, Buckley não hesitou em expressar suas preocupações nas redes sociais, direcionando um olhar crítico tanto para a liga quanto para seus colegas de profissão.
A Voz do Descontentamento
Desde sua última luta, realizada em junho, na qual enfrentou o ex-campeão Kamaru Usman, Buckley se mostra ansioso para retornar ao octógono e, ao mesmo tempo, convicto da necessidade de uma definição na classificação dos meio-médios. Para ele, essa estagnação é um reflexo de decisões que não têm sido bem tomadas pela organização. “A divisão está parada. É uma loucura! Os matchmakers sabem o que estão fazendo, mas a verdade é que estamos todos perdendo tempo”, desabafou o lutador em sua conta oficial no Instagram.
Com sua frustração em alta, Buckley não hesitou em alfinetar os principais nomes da divisão, incluindo Carlos Prates e Ian Garry, surgindo como um dos principais vozes de resistência no UFC. Para ele, a inatividade não se deve à falta de talentos, mas sim à hesitação da empresa em promover lutas que poderiam revitalizar a categoria.
O Estado Atual dos Meio-Médios
Atualmente, Islam Makhachev reina como campeão dos meio-médios, mas a estrutura de desafiantes está em um sistema de limbo. Embora muitos lutadores almejem a chance ao título, as movimentações necessárias para dar nova vida à divisão parecem demoradas. Enquanto isso, Buckley destaca uma série de atletas que estão, segundo ele, “curtindo a vida”, em vez de preparar-se para as batalhas em um dos esportes mais intensos do mundo.
“Você tem Makhachev por aí jogando wrestleball, Prates curtindo e indo para festas, Morales rebolando, JDM ainda em casa, chorando, Edwards desaparecido de novo, Belal tentando vender refeições, e Garry observando no canto”, criticou Buckley, ressaltando a falta de compromisso de alguns de seus rivais.
Além disso, Buckley apontou que lutadores como Shavkat foram retirados do ranking, o que só acentua o estado de incerteza em que a divisão se encontra. “Precisamos movimentar as coisas! Estou pronto para ver o que serei capaz de fazer em 2026, mas neste momento, estamos todos perdendo tempo”, afirmou, refletindo um desejo coletivo que parece não ter ainda encontrado um espaço apropriado dentro do UFC.
O Perfil de Joaquín Buckley
Joaquín Buckley, 31 anos, se encontra atualmente na nona posição do ranking dos meio-médios do UFC. Sua jornada no MMA começou em 2014, e sua estreia na organização se deu em 2020. Com um cartel que apresenta 21 vitórias, sendo 15 delas por nocaute, e sete derrotas, Buckley provou ser um lutador duro de roer, conquistando vitórias sobre grandes nomes do esporte como Colby Covington, Stephen Thompson e Vicente Luque.
Um Apelo à Ação: O Que Vem a Seguir?
A frustração de Buckley reflete uma preocupação que vai além de sua própria carreira. Lutadores em várias categorias frequentemente se sentem desmotivados quando não há competições regulares, e esta é uma questão que merece a atenção dos promotores de eventos. A atividade frequente não só mantém os lutadores em forma, mas também garante que a base de fãs continue engajada.
O desejo de Buckley por atividades mais frequentes na divisão levanta questões importantes sobre como o UFC planeja o futuro de seus campeonatos e lutas. A falta de anúncios em relação a quem será o próximo desafiante ao título dos meio-médios alimenta a frustração, não só de Buckley, mas de muitos que se encontram nessa rivalidade clássica do MMA.
Movimentação Necessária
Com um cenário em que os lutadores mais renomados parecem estagnados, é essencial que haja uma resposta rápida e decisiva dos organizadores de eventos para evitar que a divisão afunde em uma inatividade prolongada. A pressão para que a divisão dos meio-médios se manifeste em grandes combates será uma parte essencial do que pode revitalizar não apenas a categoria, mas também o esporte em sua totalidade.
Buckley, agora na sua fase ativa e provocativa, pode ser visto como um catalisador para essa mudança. Ao questionar publicamente a inatividade de seus rivais e do UFC, ele não apenas busca gerar ação dentro do octógono, mas também elevar a discussão e a atenção sobre o potencial da divisão dos meio-médios.
Conclusão: Um Chamado à Ação no UFC
A inércia da divisão dos meio-médios está se trabalhando contra os atletas e a liga. Joaquín Buckley se coloca como uma voz forte e provocadora, ressaltando as preocupações e a urgência por ação. Ele e outros atletas não apenas desejam lutar, mas também sonham com uma divisão que esteja em constante movimento, uma divisão que se responsabilize por oferecer aos fãs lutas emocionantes e de alto nível.
O UFC precisa ouvir as preocupações de Buckley e de outros lutadores que buscam um futuro mais ativo e competitivo para todos. Se o cenário atual continuar a desestabilizar, a liga pode perder não apenas talentos promissores, mas também o interesse de um público que anseia por ação, rivalidade e, acima de tudo, a adrenalina que o MMA oferece.
Assim, um novo capítulo na divisão dos meio-médios aguarda, e resta saber como o UFC responderá a esse chamado por atividade e competitividade.


