UFC e o Crescimento do Jiu-Jitsu Brasileiro: Uma Perspectiva por Zoltan Bathory, Co-proprietário da PGF e Membro do Five Finger Death Punch
O UFC Brazilian Jiu-Jitsu (UFC BJJ) tem se consolidado como uma força crescente no universo do grappling e do jiu-jitsu, atraindo cada vez mais atenção de praticantes e aficionados pelo esporte. Em meio a essa explosão de popularidade, Zoltan Bathory, não apenas um renomado guitarrista da banda de metal Five Finger Death Punch, mas também co-proprietário da Professional Grappling Federation (PGF), compartilhou suas reflexões sobre o impacto e as inovações trazidas pelo UFC no cenário do jiu-jitsu. Com a nova temporada da PGF prestes a estrear, Bathory oferece uma visão privilegiada sobre as dinâmicas que envolvem essas competições.
O Contexto da Popularização do Jiu-Jitsu
À medida que o UFC se diversifica, com iniciativas como o Zuffa Boxing e agora o UFC BJJ, fica claro o objetivo da organização: dominar todos os aspectos da esfera competitiva das artes marciais mistas. Desde sua fundação, o UFC tem explorado diferentes modalidades e formatos para expandir seu alcance e manter-se na vanguarda do entretenimento esportivo.
Zoltan Bathory, faixa-preta de jiu-jitsu brasileiro e competidor, tem sido uma voz ativa nesta transformação. Ele acredita que a PGF oferece uma experiência única que difere das competições tradicionais de jiu-jitsu. Em uma declaração recente, ele destacou a estrutura da PGF, que se diferencia ao operar como um campeonato baseado em equipes. Em vez do tradicional formato individual, onde os lutadores competem uns contra os outros, a PGF organiza suas disputas em equipes de cinco membros, uma abordagem que, segundo Bathory, traz uma nova dimensão ao esporte.
A Singularidade da PGF
Bathory explica que essa configuração de equipe não só promove um espírito colaborativo entre os competidores, mas também ajuda a desenvolver novos talentos para a elite do jiu-jitsu. "Nós somos amigos muito próximos dentro desse espaço como promotores de competição", afirmou Bathory, referindo-se à relação da PGF com o UFC. Ele destacou que muitos dos atletas da PGF acabam ascendo ao UFC BJJ, e a federação tem um acordo benéfico para todos os campeões, que garantem a eles uma vaga no UFC, caso queiram prosseguir nessa direção.
Ainda segundo Bathory, a estrutura de competição do UFC se assemelha à da PGF, embora os objetivos e o formato sejam distintos. No UFC BJJ, as lutas seguem quatro rounds, apresentando uma proposta familiar para o público, enquanto a maioria das competições de jiu-jitsu tem foco em desempenhos individuais, competindo por vitórias e derrotas pessoais.
Um Novo Modelo de Franqueamento
Um dos pontos cruciais que Bathory enfatizou foi a transição da PGF para um modelo de negócios mais sustentável e escalável. Com quatro franquias em operação atualmente, ele antecipa uma expansão para oito e potencialmente mais, mantendo um conceito de equipes regionais. Este modelo, conforme ele explica, permite que as comunidades locais se conectem com suas equipes, inspirando uma base de fãs e torcedores.
"Imagine que você está se envolvendo com equipes na NFL ou NHL em seus estágios iniciais. Estamos criando uma atmosfera semelhante com as nossas franquias", disse Bathory, mencionando equipes como Alabama Twisters e Las Vegas Kings, que já atraem uma significativa atenção local. Com isso, a PGF não só capacita os atletas, mas também promove um senso de comunidade e pertencimento em torno do esporte.
O Potencial Econômico do Esporte
Bathory também abordou a relação entre o crescimento do jiu-jitsu e o envolvimento do capital privado nas equipes esportivas. Ele observou como a proprietários bilionários têm um grande incentivo para investir em times devido às vantagens fiscais e ao potencial de valorização de ativos. "Quando você se torna o dono de um time, isso não é apenas uma questão de patrocínio; é um investimento valioso", explicou.
Ele acredita que a PGF está bem posicionada para se beneficiar desse modelo, já que a liga tem conseguido estabelecer regras e estruturas atrativas para os atletas e seus torcedores. O sucesso da PGF em criar um ambiente onde os atletas são pagos e onde a comunidade aprende sobre jiu-jitsu representa uma mudança significativa no panorama do esporte.
O Futuro do Jiu-Jitsu e a Cultura de Entretenimento
Para Bathory, o futuro do jiu-jitsu está intimamente ligado à sua capacidade de se tornar um espetáculo de entretenimento. O co-proprietário da PGF ressaltou que um dos objetivos centrais da organização é tornar o jiu-jitsu mais acessível e compreensível para o público geral. "Queremos que até mesmo a avó do praticante saiba o que é um estrangulamento triangular", disse Bathory, indicando uma visão clara de popularização do esporte.
Ele defende que, ao criar um formato de competição mais dinâmico e rápido, a PGF pode ajudar a espalhar o conhecimento sobre as técnicas de jiu-jitsu e atrair uma audiência mais ampla. Isso representa uma oportunidade não apenas para o crescimento da liga, mas também para a valorização dos atletas, que se tornam profissionais reconhecidos por suas habilidades.
Conclusão
A união de forças entre o UFC e as ligas de jiu-jitsu, como a PGF, está moldando o futuro do esporte e sua recepção pelo público. À medida que o UFC BJJ continua a se desenvolver, as vozes de promotores como Zoltan Bathory estarão na linha de frente das transformações que prometem não apenas elevar o perfil do jiu-jitsu, mas também contribuir para uma comunidade global de praticantes e fãs.
Com breve novos eventos e revelações programadas na PGF, o mundo do jiu-jitsu observa ansiosamente o que o futuro reserva para essa arte marcial em constante evolução, que, acima de tudo, busca conectar pessoas por meio da técnica, do trabalho em equipe e do amor pelo esporte.


